sábado, 2 de octubre de 2010

O Psicólogo no Sistema Prisional

Pessoal,

Na ultima terça rolou o segundo encontro do nosso grupo lá na casa do diego. Apesar da idéia inicial propor reuniões em bares nas quintas, tivemos algumas dificuldades com locais e horarios e resolvemos repensar tais coisas. Deixamos tudo mais flexível, priorizando as oportunidades e possibilidades de cada encontro, mas tendo em vista uma continuidade.

Quem levou o tema da terça foi o Israul, ele falou de suas experiências em seu atual estágio. O título foi o seguinte: " Refletindo sobre a atuação do psicólogo no sistema prisional". Como sempre, o tema gera vários subtemas que poderiam resultar em infinitos encontros. Tivemos discussões riquissimas sobre o papel do psicólogo, pulíticas públicas e psicologia escolar. Depois de muita pizza e devaneios, o Israul nos introduziu às suas experiências em um presídio provisório, que suscitaram vários questionamentos e dúvidas. Eu mesma, que não era lá grande fã desse assunto, fiquei bastante interessada.

Sobre o material que o Israul levou, concordamos em destacar essa parte aqui no blog, é uma citação da Ana Bock:

"Ajudamos a controlar crianças inquietas na escola, a melhorar a disciplina, a controlar a sexualidade; contribuímos com nosso saber para asilar os loucos, as prostitutas, os desempregados; ajudamos a ocultar a produção das desigualdades sociais justificando-as como diferenças individuais; criamos instrumentos de seleção e categorização; pusemos o homem certo no lugar certo; isentamos a escola de suas deficiências com nosso conceito de dificuldades de aprendizagem; chegamos até a justificar acidentes de trabalho pela pulsão de morte; construímos exclusão de minorias através da concepção de patologia nas condutas. Apresentamos como necessária e normal a constituição da família burguesa das camadas médias e condenamos as famílias das camadas de baixo poder aquisitivo à patologia; fizemos do homem branco, europeu, heterossexual, das camadas médias, o modelo da normalidade (...) Justificamos e reafirmamos a normalidade das condutas das camadas dominantes, apresentando-as como naturais. Retiramos desta natureza o conceito de normalidade. Enfim, tornamos normal o que é dominante. Esse tem sido o nosso compromisso social". (Ana Bock)


Sintam-se a vontade para opinar! 

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